ADUFSJ

Um dia de lutas para garantir direitos sociais

Sexta-feira, 10 de novembro, foi marcada pela reivindicação da garantia dos direitos trabalhistas, de melhores condições de trabalho e da defesa de uma educação de qualidade. Foi um dia de união de forças, não só dos docentes que seguiram em uma caminhada de protesto e mobilização social, mas de demais representantes de organizações sociais, sindicais e estudantis. As forças convergiam para a crítica às reformas propostas e aprovadas pelo governo federal e que não ferem apenas os profissionais da educação, mas toda a sociedade.

O microfone foi compartilhado por membros da Seção Sindical dos Docentes da UFSJ (ADUFSJ), dos sindicatos dos Servidores da UFSJ (SIND-UFSJ), dos Metalúrgicos (Sindmetal), dos Servidores de Santa Cruz de Minas (SINDSERVSC), dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de São João del-Rei (SINTICOM), dos Trabalhadores dos Hospitais, Laboratórios e Consultórios Médicos e Odontológicos de São João Del Rei (Sintras), do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e do Movimento Mulheres em Luta (MML).

Na fala de todos os representantes das entidades que acompanharam a manifestação pacífica, a mesma reivindicação: não podemos aceitar a precarização do trabalho, das condições de vida, de oferta de educação e saúde. Antes mesmo da saída da concentração, no Coreto de São João del-Rei, Orlando José de Almeida Filho, professor da UFSJ, falou sobre a necessidade de organização contra os impactos que as reformas tem causado em vários setores sociais. “Viemos trazer uma mensagem a cada cidadão que está passando pelas calçadas, a cada jovem, os futuros aposentados. Precisamos continuar num processo de reuniões nos centros das cidades e em associações. Não vamos deixar o poder nos levar por caminhos, pelos quais, sabemos que vamos ter grandes perdas trabalhistas que conquistamos ao longo da história.”

Pelas ruas, quem ali trabalhava ou passava observava atento as falas dos representantes de diversas entidades. A exemplo de Jaqueline De Grammont que em duas oportunidades frisou a importância da luta dos docentes em prol de melhores condições de trabalho e de oferta da educação. “Nosso país é o país da desigualdade. E essa desigualdade só tende a aumentar, com as mudanças que estão postas. Vamos para a luta! Todos nós brasileiros! É mentira que nós não sabemos lutar. É mentira que a gente aceita tudo. Nos fazem acreditar nisso, mas não é verdade. Nosso país é um país de luta.” Jaqueline também reforçou o fato de as manifestações realizadas por todo o Brasil não aparecer na grande mídia.

Na chegada ao ponto final da manifestação, a entrada do campus Santo Antônio, na UFSJ, o presidente da ADUFSJ, Wilson Camilo Chaves, reforçou a história de luta dos docentes e que, no futuro, a sociedade pode sofrer com ausência de políticas públicas de saúde e educação. “Amanhã poderemos não ter mais estas universidades, estas escolas e o SUS [Sistema Único de Saúde]. Nós sabemos que o pré-sal poderia ter o rendimento de 1 trilhão [reais] e que poderia ser dedicado boa percentagem à educação e à saúde e está sendo vendido a preço de banana.”

O ato público de São João del-Rei não foi isolado. Em todo o país, movimentos sociais organizaram paralisações e manifestações, em especial, contra a reforma trabalhistas que prevê, dentre outros retrocessos, a mudança de horário de trabalho, redução de salários e a terceirização de atividade-fim, antes proibida.


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